As Diferenças Bíblicas Entre as Igrejas Internacionais de Cristo e as Igrejas Cristãs Internacionais

“Esta é a minha oração… que o amor de vocês possa discernir o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo” (Filipenses 1: 9-10)

A verdade é de Deus e a mentira é de Satanás (João 8: 31-32; 43-44). Infelizmente, vivemos em uma época em que milhares de discípulos sinceros em inúmeros países ao redor do mundo estão em dúvida sobre aqueles de nós que celebramos – durante o mês de Outubro de 2011 – o Quinto Aniversário do novo movimento de Deus – oficialmente intitulado “Igrejas Cristãs Internacionais”. Realmente, as diferenças bíblicas atuais entre as Igrejas Internacionais de Cristo (ICOC) e as congregações das Igrejas Cristãs Internacionais (ICC) – o Movimento dos Discípulos Comprometidos – são tão profundas que, na verdade, é a esperança de salvação para este mundo tão perdido.  Minha sincera oração pelos discípulos de toda parte é “que você possa discernir o que é melhor e esteja puro e sem culpa até o último dia de Cristo”.

A ICOC tem suas raízes nas Igrejas tradicionais de Cristo, a partir de um movimento de ministério de universitários iniciado em 1967 em Gainnesville, Flórida, e conhecido como o Movimento das Encruzilhadas, mas também chamado pelos caluniadores como “Movimento do Comprometimento Total”.  Nos anos 70, as congregações do Movimento das Encruzilhadas era parcialmente composto de universitários recém batizados, “totalmente comprometidos” e, portanto, zelosos.  Entretanto, a maioria dos membros adultos eram mornos.  Bem documentada na época, a Igreja Tradicional de Cristo tinha uma média de 150 pessoas presentes nos cultos dominicais, e apenas 08 batismos por ano.  Mesmo recentemente, The Christian Chronicle – o Jornal Internacional das Igrejas de Cristo (Fevereiro, 2012) – confirma: “desde 2003, as Igrejas Tradicionais de Cristo perderam mais de 102.000 membros – mais que a audiência do Super Bowl deste ano. Sua lista de 2012 revela uma diminuição de 708 Igrejas de Cristo em relação a 09 anos atrás.” O número de congregações das Igrejas Tradicionais de Cristo, bem como seus membros ativos continua diminuindo dramaticamente, como nos anos 70.

No final dos anos 70, Deus plantou em meu coração o desejo de reunir uma congregação composta apenas de “Cristãos totalmente comprometidos” – àquela época, não encontrada em lugar nenhum do mundo. (Nota: o termo “discípulo”não fazia parte de nossa denominação até o segundo ano do Movimento de Boston, em 1980, depois de eu ter começado a série de estudos “Princípios Básicos”, que inclui “Estudo de Discipulado” com a equação: Salvo = Cristão = Discípulo).

Em 1979, depois de jejuarmos, orarmos e nos aconselharmos, Elena e eu acreditamos que era o desejo de Deus aceitar a liderança da Igreja de Cristo em Lexington – uma congregação à beira da morte, que tinha apenas 02 pessoas batizadas nos 03 anos anteriores.  Então, com essa visão de uma “igreja com membros totalmente comprometidos”, na noite de sexta-feira, 01 de junho de 1979, os “trinta futuros discípulos” se reuniram na sala dos “Gempels” onde o Espírito começou o “Movimento de Boston” (a Igreja de Lexington tornou-se a Igreja de Cristo em Boston, quando mudamos nossos cultos para o centro de Boston em 1982).

Houve um  crescimento sem precedentes no primeiro ano, quando 103 foram batizados. No segundo ano, Deus nos abençoou com 200 batismos, no 3º ano, 252 batismos, e no 4º ano, 368 batismos – mais de um por dia!  Em 1998, esta multiplicação de discípulos – e o acréscimo de centenas de discípulos remanescentes do Movimento das Encruzilhadas e das Igrejas Tradicioanais de Cristo – nos permitiu batizar mais de 1.000 pessoas naquele ano em Boston! Inacreditável – no final de nosso nono ano, as igrejas do Movimento de Boston haviam sido implantadas em várias partes dos Estados Unidos, e também em 15 diferentes países. Especialmente em 1988, uma liderança central foi formada, com o nome de “Líderes Mundiais de Setor”, devido à responsabilidade que dei a cada um desses “Casais de Evangelista e Líderes do Ministério de Mulheres” para evangelizar “seus” setores no mundo – que coletivamente cobria o mundo inteiro.

Em 1994, as Igrejas do Movimento de Boston estavam em 53 nações e adotaram o nome “Igrejas Internacionais de Cristo”. John Vaughn, um historiador da igreja fez distinção entre as “Igrejas Tradicionais de Cristo” e o Movimento de Boston, ao qual ele deu o nome de “Igrejas Internacionais de Cristo”. A principal razão para tal distinção era que as Igrejas Tradicionais de Cristo existiam inicialmente na “Bible-belt” da América, onde as igrejas do Movimento de Boston tinham um número semelhante de congregações dentro e fora dos EUA.  Também em 2994, eu assinei – e todo líder mundial de setor assinou – a Proclamação de Evangelismo, na qual estava inscrito o alvo de implantar uma igreja discipuladora em cada nação do mundo, onde houvesse uma cidade com população mínima de 100.000 habitantes em 2000.  Pelo poder de Deus, isto se tornou realidade em apenas 06 anos, com a ICOC se espalhando por 171 países das 195 nações mundiais, ao final de 2000!

Então, apenas alguns meses depois, os piores anos de nossas vidas (Elena e eu) começaram.  Ron Harding – o historiador do Movimento dos Comprometidos – grava isso no KipMcKean.com, Uma História da Propagação do Cristianismo em Tempos Modernos: No início de 2001, a filha mais velha dos McKean, uma universitária em Boston, começou a questionar sua fé. Embora todo aquele que perde a fé deva ser totalmente responsabilizado por tal decisão, é importante notar que esta jovem foi injusta e fortemente criticada – especialmente por causa do importante perfil de seus pais – o que, somado ao sentimento de falta de amor por muitos na congregação, contibuiu para que ela deixasse de freqüentar a igreja (Lucas 17: 1-2). Este único evento causou incerteza na liderança dos McKean entre muitos dos Líderes Mundiais de Setores, bem como entre os Presbíteros e Professores do Reino.  Em Setembro de 2001, os Líderes Mundiais de Setor ‘forçaram-os McKean a um retiro sabático – embora mais tarde, alguns tenham se arrependido amargamente de tal decisão.

As qualificações não bíblicas endereçadas a Kip eram de um presbítero, não de um evangelista. O raciocínio era que para “cuidar” de uma igreja, alguém tem que “gerenciar sua própria família (bem ou) como ele pode cuidar da igreja de Deus”. (1 Timóteo 3: 4-5). Provérbios 22:6 também foi citado equivocadamente: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e… ela não se desviará deles”. Ignorando o que obviamente está implícito na frase “com o passar dos anos”, o fato é que na juventude, os filhos podem não ser fieis a Deus, mas voltarão ao reino por conta de seu bom treinamento, quando forem “velhos”. (Isto agora é visto repetidamente pelo Movimento dos Comprometidos e pela ICOC). Ainda mais triste é a falta de tolerância por parte da maioria dos Líderes Mundiais de Setor, Presbíteros e Professores do Reino.  Nas Escrituras, alguns dos maiores líderes de Deus e de Israel tiveram filhos infiéis – Aaron, Samuel, e até David, um “homem com o coração de Deus” no Antigo Testamento, ainda assim, eles continuaram a liderar vitoriosamente “todo o Israel”.

… Claramente, como consequencia  desta situação delicada [apenas um ano mais tarde], um “efeito dominó” da “justiça irônica de Deus” começa a acontecer: como os Líderes Mundiais de Setor se afastaram dos McKean, agora a maioria dos Líderes Mundiais de Setor estavam também contaminados com a falta de misericórdia daqueles que estavam sob sua liderança por razões semelhantes:  dinâmica do casamento, comportamento dos filhos, e estilo de liderança.

Isto criou um vácuo de liderança. Foi então que os Presbíteros e Professores do Reino resolveram se auto promover. Nota: esses dois grupos foram compostos totalmente por pessoas cujas raízes eram da Igreja Tradicional de Cristo.  Eles estavam abastecidos de seus próprios sentimentos de avaliação e direitos. Tristemente, seus “espíritos Absalômico” amargo e raízes denominacionais em comum, uniram os Presbíteros e Professores do Reino. Como Absalão, eles começaram uma bem calculada campanha para “roubar os corações dos homens de Israel” (2 Samuel 15:6)…  Eles reforçaram o tema de “crianças infiéis desqualificando homens da liderança” em uma série de artigos postados no website da ICOC de Los Angeles [e que posteriormente desmentiram]. Aqui, eles também introduziram suas “doutrinas tradicionais” de “liderança consensual” e [autonomia].

A partir de nossa licença sabática começou, Elena e eu nunca mais tomamos qualquer decisão em nome da ICOC. Em retrospectiva, Deus estava me disciplinando através de tais sofrimentos, pela minha arrogância e falta de consideração com os mais fracos. (Hebreus 12: 7-11). Ainda, particularmente devastadoras para nós, eram as falsas acusações daqueles que considerávamos queridos irmãos e amigos, que “usaram” nosso estado enfraquecido e agora emudecidos para minar nossa influencia através de difamações.

Como Ron Harding revela em sua “história de testemunha ocular”, um “grupo Absalômico” despertou – composto de alguns dos Lideres Mundiais de Setor, os Professores do Reino e Presbíteros – que guiaram meticulosamente o restante dos líderes da ICOC de volta à teologia da Igreja Tradicional de Cristo.  Isto foi oficialmente executado em Novembro de 2002, durante o Encontro de Unidade de Long Beach.  A Liderança Centra dos Líderes Mundiais de Setor foi dissolvida e chamada de “não bíblica”. Adotou-se a governança de autonomia local, onde os presbíteros “dominavam”os evangelistas – uma completa inversão dos ensinamentos do Movimento de Boston. “O sonho” de evangelizar as nações em uma geração foi renunciado e chamado por um dos principais professores, de “uma boa idéia”, mas impossível”.

Com o advento da “Carta de Kriete” em Fevereiro de 2003, o discipulado foi eliminado ou considerado “opcional” na maioria das congregações. Fóruns abertos violentamente negativos destruíram congregações até então prósperas e milhares se desligaram ou cairam da fé. Neste momento horrível em 2003, todos concordaram que “a ICOC que conhecíamos deixou de existir”. No meu ponto de vista, uma praga de amargura cobriu vários membros, no momento em que eles simplesmente se espelharam na amargura de seus líderes aos líderes deles.

Em julho de 2003, devastados e de coração partido pela destruição satânica de nosso longo trabalho para o Senhor, o Espírito levou Elena e eu para Portland, Oregon. Depois de muita oração e exame de consciência, tudo o que podíamos fazer era começar novamente porque acreditávamos no “sonho” e que fazer discípulos através do “discipulado” era a única maneira de Deus fazer isso. A Igreja de Portland – através da cura pelo arrependimento e perdão – começou a crescer, trazendo esperança a muitos. (Lucas 5:31-32). Na verdade, durante nossos 3 anos em Portland, Deus moveu os corações de discípulos para se mudarem de 25 diferentes estados americanos para Portland, para mais uma vez estar em uma igreja discipuladora.  Um milagre estava acontecendo – Deus estava começando a “reunir” Seus restos dos “horizontes mais longínquos”. (Neemias 1: 8-9). Com estas adições e a quantidade de batismos, a Igreja de Portland cresceu para quase 500 discípulos e se tornou a congregação que crescia mais rapidamente no que foi sobrou da ICOC.  Na verdade, muitos líderes de igrejas tão distantes como Santiago / Chile – Raul e Lynda Moreno – procuraram discipulado conosco.

Vendo “nenhum remédio” (2 Crônicas 36:16) pela decadência e morte da irmandade ICOC, no Jubileu das Missões Mundiais em Portland, senti-me empurrado pelo Espírito a chamar o que sobrou das igrejas ICOC, e também daquelas que haviam abandonado ou caído.  Em resposta, discípulos corajosos como Chris e Sonja Chloupek, em Fênix / Arizona, começaram pequenos grupos de discípulos comprometidos que se separaram das igrejas mornas da ICOC.  Frequentemente, por tais atitudes heroicas, foram desmembrados (João 12: 42-43). Chamamos tais igrejas valentes de “grupos remanescentes”.

Nosso posicionamento pela honra do Senhor resultou em várias cartas contra Elena e minhas convicções.  Duas dessas cartas foram particularmente nocivas à fé de muitos remanescentes da ICOC. A primeira foi assinada por 55 líderes da ICOC e a segunda – depois de uma campanha para mais assinaturas – foi assinada por 85 presbíteros e evangelistas da ICOC, que se opuseram a este chamado radical e taxaram todos os membros da Igreja de Portland como “divisores”.  Como resultado da coleta de tantas assinaturas, ficou a pergunta “podem 85 irmãos estar errados e um homem certo?”  Tal como no “relatório minoritário” de Calebe e Josué, e também no desafio de Elias aos 450 profetas de Baal, frequentemente nas Escrituras, somente “poucos” passarão pela porta estreita (Mateus 7: 13-14).

Entre estas duas cartas, a liderança de Portland escreveu nossa resposta – Nossa Preocupação Por Todas as Igrejas. Ainda, pouco menos de um ano depois, em setembro de 2006, tudo veio à cabeça quando Kyle & Joan Bartholomew pediram à Elena e a mim que discipulasse a eles e à sua congregação em Hilo, Havaí. Evangelistas e Presbíteros do que sobrou da ICOC viajaram centenas de quilômetros ara se opor publicamente à minha pregação e ensinamentos durante um workshop de 3 dias sobre disciplado para a pequena igreja de Hilo, no Havaí. Então, depois de orar por 2 semanas sobre esta última rejeição da verdade, em outubro de 2006, ficou claro para mim e para os remanescentes que se mudaram para Portland, que o Espírito tinha começado um movimento de reavivamento a partir da ICOC, semelhante ao Movimento de Boston, que surgiu a partir das Igrejas Tradicionais de Cristo, mais de 25 anos atrás. Alguns nos chamaram de “Movimento de Portland”, mas, ironicamente, nossos difamadores jocosamente nos chamaram de “Movimento dos Comprometidos”, devido à nossa forte pregação contra a morneza e nosso chamado para ser “comprometidos” com o Senhor. (Mateus 13: 44-46)

Quase diariamente, me perguntam, “Quais são as diferenças entre a ICOC e a ICC?” A simples resposta é que de 1979 a 2001, o Movimento de Boston (ICOC) e o Movimento dos Comprometidos (ICC) de hoje têm quase exatamente as mesmas profundas convicções bíblicas. (Em espírito de oração, uma grande diferença no novo movimento de Deus – já que temos sido grandemente humilhados por Deus – é que tomamos decisões baseadas em muito mais oração, perdão e misericórdia.) Curiosamente, para a maioria dos atuais membros da ICOC que visitam uma igreja ICC, as diferenças em amor e comprometimento são tão aparentes entre as duas congregações que quase sempre o “discípulo visitante” diz, “Esta é a igreja onde fui batizada!”. A seguir, as 05 diferenças bíblicas:

1. Uma Igreja baseada na Bíblia x Uma Igreja do Novo Testamento
A Igreja Tradicional de Cristo é uma sucessora do Movimento de Restauração iniciado nos EUA no início dos anos 1800 por Thomas Campbell, Alexander Campbell e Barton Stone, para citar alguns. Seu fundamento era “restaurar a Igreja do Novo Testamento.” Portanto, eles acreditavam que embora o Antigo Testamento fosse divinamente inspirado e historicamente preciso, apenas o Novo Testamento seria sua única regra de fé e pratica na decisão sobre assuntos doutrinários, inclusive estrutura eclesiástica.

Entretanto, nós da ICC, acreditamos que, assim como Paulo que escreveu em fins de 66DC – uns 35 anos depois do início da igreja, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça” (2 Timóteo 3: 16). Tecnicamente falando a palavra “Escritura” nessa passagem, se refere apenas ao Antigo Testamento. Mas, através da inspiração do Espírito, acreditamos que se aplica também ao Novo Testamento. Porém, acreditamos que “a Lei” não vigora mais (Colossenses 2: 13-14), os conceitos das passagens do Antigo Testamento, tais como “chamando os remanescentes”, “namorar e casar apenas com discípulos” e “uma liderança centra e liderança para o movimento de Deus” estão no Novo Testamento, porém o Antigo Testamento é muito mais rico em sua profundidade quanto a esses temas vitais.  Também, o “Princípio de Jetro” de liderança em Êxodos 18, nos permite liderar e cuidar de milhares de almas preciosas a Deus.  Portanto, acreditamos que somos comandados por Deus para construir congregações baseadas tanto no Antigo quanto no Novo Testamento – uma “Igreja Bíblica”, não simplesmente uma “Igreja do Novo Testamento”.

2. Interpretação da Escritura
Thomas Campbell é responsável pela “interpretação da Escritura” para o Movimento de Restauração. As igrejas Tradicionais de Cristo e os líderes mais influenciais da ICOC agora compartilham o modo de interpretação de Campbell: “Fale quando a Bíblia fala e faça silencio quando a Bíblia faz silêncio”. Em outras palavras, deve haver um “mandamento, exemplo ou uma inferência” para que uma prática exista na igreja. Por exemplo, as igrejas Tradicionais de Cristo só tem cultos sem instrumentos e acreditam somente que homens podem batizar homens e mulheres, porque esses são os únicos “exemplos” no Novo Testamento. Apesar da ICOC está misturada nessas práticas, no Encontro de União de Long Beach em 2002, houve um chamado para eliminar os líderes de setores mundiais, evangelistas líderes e líder do ministério de mulheres, porque esses “títulos” não foram encontrados no Novo Testamento. Ainda foram julgados “não bíblicos”.

Quanto à interpretação da Escritura, eu e a ICI acreditamos no oposto de Campbell: “Faça silêncio quando a Bíblia fala e fale quando a Bíblia faz silêncio”. Em outras palavras, nós somos livres para praticar ou nomear algo contanto que não contradiga as Escrituras. (Gênesis 2:19; 1 Coríntios 10:23) Nós estamos mais do que confortáveis com os termos e práticas de liderar evangelistas, líder do mnistério das mulheres, e a autoridade do nosso Conselho Central de Liderança sobre todas as igrejas do movimento Compromisso Total. Não nos esqueçamos, a palavra “Bíblia” não está na Bíblia, mas nós acreditamos que é de Deus.

3. Discipulado é um comando de Deus e não opcional
Depois que uma pessoa é batizada, Jesus ordena que a nova conversão seja “ensinada a obedecer a tudo [Ele havia] ordenado” (Mateus 28:19-20). Isso é discipulado! Discipulado é detalhado nas passagens “uns aos outros”: “amem-se uns aos outros”, “instruam uns aos outros”, “confessem seus pecados uns aos outros”, “orem uns pelos outros”, etc. No nosso mundo moderno com agendas tão ocupadas numa sociedade altamente estruturada e tão individualista, nós descobrimos que o único modo de garantir que cada membro na nossa congregação esteja sendo discipulado é ter discipulado estruturado – parceiros de discipulado. A dinâmica nesse relacionamento começa como um relacionamento professor/aluno, e aí amadurece para um relacionamento mais adulto/adulto. Também, cada membro em cada uma de nossas congregações é organizado em bate-papos bíblicos – nossa implementação prática de seguir o exemplo de Jesus evangelizando com seus apóstolos.

4. Uma liderança central com um líder central contra conregações autônomas  Em toda a Bíblia, os israelitas estiveram mais fortes com o Senhor quando tiveramum líder central: Moisés, Josué, Samuel, Davi. Na verdade, o livro de Juízes fala dos dias em que não tiveram “Não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo”. No Novo Testamento, Jesus é o líder do movimento! Unicamente, quando Ele ascende ao Céu, Pedro assume a responsabilidade de “apóstolos aos judeus” uma vez que, pelos primeiros sete anos de Cristandade, só judeus se tornaram cristãos.

Interessantemente, depois que Paulo se tornou “o apóstolo aos gentios”, a liderança do movimento de Atos dos Apóstolos 15 tinha passado ao meio irmão mais velho de Jesus, Tiago. No Conselho de Jerusalém, Tiago, depois de ouvir a ambos os lados do tema da circuncisão, dá o seu “julgamento“ singular e autoritário, o qual é então estabelecido em todas as igrejas. (Atos dos Apóstolos 15:19-24) Até Paulo, depois de suas jornadas missionárias, reporta a Tiago e se submete às instruções dele. (Atos do Apóstolos 21:24) A igreja Tradicional de Cristo e a ICOC não acreditam em uma liderança central autoritária. Infelizmente, igrejas autônomas só produzem discípulos autônomos. Na verdade, em 2005, alguns dos líderes mais influentes da ICOC vieram a mim para implorar para estar em um “time de líderes” se eu simplesmente dissesse que autonomia era “uma questão de opinião”. Eu disse, “Não. É pecado.”. Desde que eu discordei com eles, eu fui rotulado como “divisor” o que é o que Jesus entendeu que aconteceria por pregar a verdade (Lucas 12:51-53)

5. O sonhos de evangelizar todas as nações NESTA geração
Essa visão de mudar o mundo foi rejeitada, porque muitos preceptores da ICOC concluíram erroneamenteque essa era uma das razões primárias para amargura na ICOC. Biblicamente, a igreja de Deus no livro de Atos dos Apóstolos é retratada como um movimento – “a Palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se” (Atos dos Apóstolos 12:24). O que implica nessa passagem é o crescimento “numérico” dos discípulos e a extensão geográfica do movimento. A visão de Jesus pela sua igreja era de ir  “de Jerusalém, a toda Judeia e Samaria, e aos confins da terra” (Atos dos Apóstolos 1:8). Pouco mais de trinta anos depois em 61 d.C. Paulo escreve “Por todo o mundo este evangelho vai frutificando e crescendo (…) Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro.” (Colossenses 1:6, 23). Se o mundo foi evangelizado no primeiro século, certamente, nós podemos fazer isso de novo no século 21!

Já que estas cinco mudanças nunca foram anunciadas formalmente na ICOC – assim, na minha opinião enganosamente e pecaminosamente implementada – muitos na ICOC se tornaram confusos. (2 Coríntios 11:2-4) Portanto, alguns discípulos específicos nas igrejas da ICOC ainda acreditam em uma ou todas dessas cinco convicções distintivas bíblicas, porque esses eram os princípios que eu ensinei “em todo lugar, em toda igreja” enquanto eu servia o Senhor liderando a ICOC. (1 Coríntios 4:15-17) Três coisas provam a verdade e magnitude dessas diferenças bíblicas:

1. Quase toda igreja da ICOC mudou de nome:
Recentemente, na Igreja Internacional da Cidade dos Anjos, Courtney Irwin caou-se com Joel Parlour. Com seu “estado” dramaticamente mudado de solteira para casada, ela é agora chamada de Courtney Parlour! No resultado do encontro da Unidade de Long Beach de 2002 e a carta de Kriete, quase toda congregação da ICOC mudou de nome para sinalizar mudança na doutrina. Por exemplo, a Igreja Internacional de Cristo de Chicago tornou-se a Igreja de Cristo de Chicago. Isso evidencia a realidade inegável da volta da teologia das Igrejas Tradicionais de Cristo na ICOC.
2. Uma crescente morneza continua acontecendo nas congregações da ICOC, devido a nenhum ou opcional discipulado:

A maioria dos principais líderes da ICOC quem “se divorciar” das 5 doutrinas distintivas do Movimento de Boston e unir-se com a Igreja Tradicional de Cristo. Por exemplo, em Porto Alegre, o que foi uma igreja dinâmica, caiu e perdeu sua distinção de tal forma que os membros foram instruidos a abandonar e ir para a Igreja Tradicional de Cristo local. Sem discipulado, não é de se admirar que divórcios tenham se tornado comum na ICOC, onde antigamente eram extremamente raros. Acredito que “discipulado no casamento“ na Igreja Cristã Internacional voltará a fazer com que o divórcio seja algo extremamente infrequente e apenas por razões bíblicas (Mateus 19:9)

3. Uma monumental redução no número de discípulos em toda congregação da ICOC no mundo, depois da Carta de Kriete:
Em Portland, a igreja passou de aproximadamente 300 membros em janeiro de 2003 para apenas 25 nos cultos de semana, quando Elena e eu chegamos, no verão de 2003. Outra “prova” da destruição com a volta da teologia autônomia da Igreja Tradicional de Cristo, é que várias igrejas da ICOC tiveram suas regiões transformadas em autônomas. Por exemplo, agora há 06 “igrejas ICOC” diferentes em Londresç, 07 ex-ICOC em Los Angeles e 12 congregações diferentes com raízes na ICOC em Atlanta.  Por fim, houve uma redução expressiva no número de nações onde a ICOC está presente e nos últimos 10 anos, só um punhado de igrejas foram plantadas pela ICOC no mundo.

Importante entender: não se pode mais generalizar e dizer que um “membro da ICOC” acredita nisto ou naquilo.  Muitos ainda acreditam sincera e bravamente nas cinco ou pelo menos em algumas distintas doutrinas bíblicas, exatamente como ensinei no Movimento de Boston, entre 1979 e 2001 e atualmente ensinam no Movimento dos Comprometidos.  Entretanto, todos estão cientes que “algo mudou”. Faço minhas as palavras de Paulo aos Coríntios, como “o pai da fé” à ICOC: “O zelo que tenho por vocês é um zelo que vem de Deus. Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo apresentá-los a ele como uma virgem pura. O que receio, e quero evitar, é que assim como a serpente enganou Eva com astúcia, a mente de vocês seja corrompida e se desvie da sua sincera e pura devoção a Cristo. Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade.”. (2 Coríntios 11: 2-5)

Serei claro: acredito que ainda existam milhares de discípulos fieis na ICOC, embora as congregações da ICOC não sejam mais compostas de discípulos “totalmente comprometidos” com uma “sincera e pura devoção a Cristo”. Consequentemente, sem um sonho de mudar o mundo, sem o plano de Jesus de multiplicar discípulos através do discipulado, e sem uma liderança central para guiar o movimento que faz “julgamentos” difíceis mas unificadores, o mundo não pode ser evangelizado pela ICOC. A ICOC não é mais um movimento unificado que esteja expandindo numerica e geograficamente, mas simplesmente uma congregação livre de igrejas autônomas com vários padrões de compromisso, até mesmo dentro de cada congregação.

Hoje, no Movimento dos Comprometidos com Deus, nossas orações estão sendo ouvidas: “que a palavra do Senhor se propague rapidamente e receba a honra merecida, como aconteceu entre vocês.” (2 Tessalonicenses 3:1). Também, a Igreja Cristã Internacional de Los Angeles celebra seu Quinto Aniversário de Implantação! O espírito Santo enviou 42 discípulos comprometidos de Portlanda a Los Angeles em maio de 2007.  Em apenas 5 anos, temos mais de 900 pessoas presentes nos cultos dominicais, uma contribuição semanal de mais de USD 25.000, e adições diárias! (Atos dos Apóstolos 2:47). Durante este curto período, o Espírito enviou 125 de nossos discípulos mais maduros para implantar 6 igrejas:  Honololu (2008), Nova Iorque (2008), Portland (2009), San Diego (2010), Londres (2010) e São Paulo (2011).

Globalmente, em 5 anos, o Movimento dos Comprometidos não está simplesmente adicionando, mas multiplicando diariamente, como o Senhor fez, implantando e coletando os grupos remanescentes de aproximadante 40 igrejas em 19 nações! De forma empolgante, neste verão serão implantadas igrejas do Movimento dos Comprometidos com Deus em Boston, Cidade do México, Orlando, Paris e São Francisco! Com tantos sendo salvos mundo afora, aquele que busca a verdade reconhecerá com alegria que não é um movimento de homens, mas um movimento de Deus!

Mais uma vez, quero ser claro: algumas igrejas ICOC crescerão e terão “muitos batismos”, mas isto tem acontecido por anos nas decadentes Igrejas Tradicionais de Cristo. Entretanto, algumas congregações “comprometidas” não construirão um movimento para mudar o mundo. Paulo ensina em 1 Timóteo 2: 3-4: “Deus, nosso Salvador deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.” O desejo de Deus é que “todos sejam salvos”. O desejo de Deus é o seu desejo? Se é, então é fundamental que você esteja em um movimento de discípulos que tem o sonho de Jesus de evangelizar o mundo, não em uma congregação anônima.

Minha oração diária é que todo discípulo confuso ore e estude as Escrituras para “discernir o que é melhor” e biblicamente correto. Então, corajosamente aja de acordo com tais convicções e se junte ao novo movimento de Deus! Apóstolo João desafiou todos aqueles que acreditavam em Jesus e em seu movimento do primeiro século, mas não teve a pureza de coração para aderir, quando escreveu: “Por causa dos fariseus, não confessavam a sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga; pois preferiam a aprovação dos homens do que a aprovação de Deus.” (João 12: 42-43). Resumindo, o novo Movimento dos Comprometidos com Deus deve ser comprometido, ao ponto de escolher Deus em lugar dos relacionamentos que foram de Deus (Lucas 14: 25-26). A graça e misericórdia de Deus permitiram que os israelitas conquistassem a Terra Prometida em “sua segunda tentativa”, e da mesma forma, acredito que para o remanescente fiel, o Espírito de Deus impelirá Seu novo movimento em todas as nações NESTA geração, em “nossa segunda tentativa”! E a Deus seja toda glória!

Kip McKean

Marcos 1

Aqui está o primeiro sermão para a série de Marcos. Raul começou a série quando chegamos, mas agora temos os sermões postados no site.

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Mais sermões em breve!